Hoje, associaremos a leitura de poemas aos óleos essenciais, assim como também incluiremos
fotos de catedrais que remetem ao poema, como prescrição a alguns males que nos assolam, enquanto humanos, como a melancolia, a tristeza, a falta de perspectiva, o desespero, stress, a descrença no Divino. Observe-se todo o misticismo e toda a reverência ante o sagrado, quando num templo.
Os óleos essenciais que poder-se-ia associar a essa ocasião, seriam:
Sândalo, Olíbano, Mirra, Sálvia, Breu Branco, Palo Santo, Canela, Patchouli, etc.
Esses óleos essenciais levam à introspecção, relaxamento, apaziguam o espírito e a alma.
Os óleos essenciais que poder-se-ia associar a essa ocasião, seriam:
Sândalo, Olíbano, Mirra, Sálvia, Breu Branco, Palo Santo, Canela, Patchouli, etc.
Esses óleos essenciais levam à introspecção, relaxamento, apaziguam o espírito e a alma.
(Período Simbolista da Literatura)
Características:
Os poetas simbolistas acreditavam que a realidade é complexa demais pra ser apreendida e descrita de maneira objetiva e racional, como pretendiam os realistas e parnasianos. Eles voltaram-se para o universo interior e os aspectos não-racionais e não-lógicos da vida, como o sonho, o misticismo, o transcendental. Propunham o exercício da subjetividade contra a objetividade – retomando, de modo diferente, o individualismo romântico. É preciso diferenciar, todavia, poesia simbolista de poesia simbólica. Como afirma o crítico Afrânio Coutinho, “nem toda literatura que usa o símbolo é simbolista. A poesia universal é toda ela na essência simbólica”.
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Poema Incenso - (Gilka Machado) -
(A Olavo Bilac).
Quando, dentro de um templo, a corola de prata
do turíbulo oscila e todo o ambiente incensa,
fica pairando no ar, intangível e densa,
uma escada espiral que aos poucos se desata.
do turíbulo oscila e todo o ambiente incensa,
fica pairando no ar, intangível e densa,
uma escada espiral que aos poucos se desata.
Enquanto bamboleia essa escada e suspensa
paira, uma ânsia de céus o meu ser arrebata,
e por ela a subir numa fuga insensata,
vai minha alma ganhando o rumo azul da crença.
paira, uma ânsia de céus o meu ser arrebata,
e por ela a subir numa fuga insensata,
vai minha alma ganhando o rumo azul da crença.
O turíbulo é uma ave a esvoaçar, quando em quando
arde o incenso ... Um rumor ondula, no ar se espalma,
sinto no meu olfato asas brancas roçando.
arde o incenso ... Um rumor ondula, no ar se espalma,
sinto no meu olfato asas brancas roçando.
E, sempre que de um templo o largo umbral transponho,
logo o incenso me enleva e transporta minha alma
à presença de Deus na atmosfera do sonho.
logo o incenso me enleva e transporta minha alma
à presença de Deus na atmosfera do sonho.
Publicado no livro Cristais partidos (1915).
In: MACHADO, Gilka. Poesias completas. Apres. Eros Volúsia Machado. Rio de Janeiro: L. Christiano: FUNARJ, 1991, p.32.
In: MACHADO, Gilka. Poesias completas. Apres. Eros Volúsia Machado. Rio de Janeiro: L. Christiano: FUNARJ, 1991, p.32.
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